quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O outro Deus morreu.

Desde muito cedo me falaram sobre Ele. Ainda na tenra idade eu via um velho de cara fechada sentado num trono sobre as nuvens. E enquanto eu crescia aquela imagem se fortalecia com mais intensidade. Ele era cada vez mais bravo e meritocrático. O certo e o errado estavam sempre diante das minhas decisões. Eu tinha que acertar sempre porque era isso que Ele esperava de mim, afinal, Ele enviou o seu filho para morrer pelos meus pecados.

O tempo foi passando e percebi, não num passe de mágico mas paulatinamente, que esse Deus que eu acreditava não era lá um Deus muito Cristão (entendo o absurdo da frase).

E foi aos poucos enquanto eu lia os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João e outros) que fui me dando conta de que o Cristo em nada se parecia com aquela divindade que me fora apresentado desde sempre.

O Cristo dos evangelhos era bem diferente do "meu Deus" (construído). Ele nascera numa manjedoura, oriundo de uma família simples. Teve uma infância comum com hábitos locais. Ele teve amigos e companheiros para toda uma vida, chegou até a chorar com a morte de um deles, Lázaro.

Sim, Ele, O Cristo, se assumiu como Deus, mas um Deus-Homem. É possível dizer que ele trouxe uma nova proposta de humanidade, uma nova possibilidade de ser gente. Isso mesmo, Ele foi gente da gente, comeu e bebeu com pecadores, falou com gente que não era do "bem", visitou a casa de "bandido", se deixou lavar por prostituta, falou com mulher que não tinha voz e tocou em leprosos. Em alguns momentos agiu como um fora da lei, mesmo atentando para ela.

Ele parecia não se importar muito com as etiquetas estabelecidas por convenções, ao que parece, a sua prioridade era outra - pessoas.

Ofereceram-lhe poder, mas achou melhor ser servo.
Foi tentado a mostrar-se poderoso, mas a humildade foi a sua escolha.

Ele pronunciou o mais belo sermão da história, convidando-nos à fraqueza, à pobreza, à mansidão, ao choro, à paz...

Nos ordenou um mandamento bem estranho: "amarás ao próximo como a ti mesmo".
E levou isso ao absurdo: "amarás o teu inimigo".

Ele ofereceu à humanidade propostas quase "indecentes".

Nos aconselhou a perdoar os imperdoáveis e a servir sem olhar a quem. Nos alertou para o fato de que devemos fazer pelo outro como se estivéssemos fazendo a Ele, O Cristo.

Falou de renuncia, de partilha e de comunidade... na oração nos ensinou que o Pai é nosso e o pão também é nosso, não somente meu.

Ele nos mostrou que a fé é pessoal, comunitária e partilhada ao mesmo tempo.

Esse Cristo me constrangeu... mas foi um bom constrangimento.

Aquele outro Deus morreu enquanto o Cristo nascia dentro de mim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Há um exagero da mídia quando o assunto é bullying



Para especialistas, o tema, que é cada vez mais recorrente na imprensa, deve ser tratado com cuidado



Nas últimas semanas, matérias sobre bullying ganharam destaque na mídia. Notícias sobre oestudante australiano que reagiu aos ataques que sofria na escola, ou da garota que foi agredida por denunciar que sofria bullying em faculdade brasileira e até da adolescente norte-americana que virou sucesso na internet por postar um vídeo mostrando ao mundo seu sofrimento em sala de aula foram exploradas na imprensa do mundo todo.

O tema se tornou tão frequente, que o bullying passou a ser a explicação para diversos tipos de abuso: se não deixaram a adolescente participar de um grupo na sala de aula é porque ela sofre de bullying, chamaram o garoto de nariz de palhaço, ele sofre a violência na escola. E, pior, está tão na moda nomear tudo de bullying, que a mídia tenta justificar atitudes extremas, como a chacina na escola do bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, como uma resposta da possível violência que o assassino teria sofrido na escola.

“Acredito que a imprensa tem que ser mais responsável com o que noticia. Não dá para generalizar e dizer que tudo é bullying, como tem acontecido. Por exemplo, ser ignorado é um tipo de agressão, mas não configuraria essa violência. Mas, infelizmente, hoje generalizam tudo, porque o assunto está na moda”, diz Maria Isabel Leme, psicóloga especialista em Psicologia escolar. 

Mas, ao que parece, o momento é de complexidade. Pelo menos para a psicóloga Maria Isabel. “Por mais que pareça exagero, tem que noticiar sim. Há 13 anos eu estudo a violência na escola e, de lá para cá isso só tem piorado. Acho que uma sociedade menos intolerante à violência pode ser bom”, comenta. 

Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf, existe uma tendência das pessoas em diagnosticar tudo e falar sobre bullying dá muito ibope, por isso o tema é recorrente. “Há um certo exagero da mídia sim. Ficou bonito falar de bullying. As pessoas aprenderam o que é essa violência e, aproveitando que a questão chama muita a atenção, a imprensa acaba taxando tudo de bullying. Isso é muito ruim, porque, entre outras coisas, prejudica o diagnóstico dessa agressão”, afirma.

Maria Irene acredita que muitas vezes a mídia quer forçar a barra para explicar determinadas situações. O caso do homem que matou doze crianças na escola do Rio de Janeiro é um deles. “É uma possibilidade dizer que o atirador matou por conta de bullying, mas também querem forçar um pouco a barra. Não sabemos nada sobre essa pessoa. Isso acontece, pois sempre esperam achar uma resposta para atos impensados, para grandes tragédias”, explica a psicopedagoga. 

Bullying é mais do que uma brincadeira de mau gosto

O conceito de bullying é muito amplo, entretanto é possível de ser diagnosticado. “O bullying é muito mais do que o apelido que o seu filho recebe na escola. Se esse apelido ultrapassar a brincadeira, ele pode ser considerado uma ameaça. Quando a criança passa a ser discriminada, humilhada, perseguida por isso, aí é bullying. Se é apenas uma encheção não podemos dizer que é a violência”, diz Maria Irene Maluf.

A psicopedagoga afirma que, em alguns casos, também pode ser considerado bullying a exclusão de uma pessoa dentro da sala de aula. “Entretanto, se um estudante se isola por vontade própria e acaba criando uma inimizade com os demais não podemos considerar como bullying”, diz.

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Desastre no Japão poderia ter sido pior", diz professor





Intensidade na escala Richter não é o fator principal de devastação dos terremotos
por LUIZA SAHD | 11/03/2011 19h 41


O terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão hoje, considerado o 7º maior da história, contabilizou até agora quase 400 mortes e milhares de desaparecidos. A devastação causada pelo tremor foi intensificada pelo tsunami com ondas de até 10 metros, que varreram boa parte das regiões costeiras do país e chegaram até a costa oeste dos Estados Unidos. Apesar de todos os estragos causados, a catástrofe poderia ser muito pior se o Japão não contasse com uma infraestrutura anti-terremotos avançada e também se o epicentro do terremoto tivesse ocorrido próximo à capital Tóquio, onde vivem 13 milhões de pessoas.
De acordo com o professor de geografia Paulo Roberto Moraes, do cursinho Anglo, de São Paulo, existem outros fatores determinantes para a devastação, além da intensidade na escala Richter. Por isso, Moraes evita a comparação entre o terremoto que atingiu o Japão hoje ao que assolou o Haiti no início de 2010, que vitimou quase meio milhão de pessoas, tirando a vida de 200 mil.
"Fatalmente é a localização. O epicentro do terremoto no Japão está em uma área com baixa densidade populacional, o que fez com que o número de vítimas fosse menor”, afirma o professor. Segundo ele, não há como apontar semelhanças diretas com o caso do Haiti, porque o Japão tem infraestrutura e preparo para os terremotos frequentes da região.
O foco sísmico de um terremoto é o local no interior da Terra onde se inicia a ruptura do material rochoso, ocorrendo a liberação de energia. Quanto mais superficial o terremoto, maiores os estragos que ele pode causar. O epicentro do maior tremor de terra no Japão hoje ocorreu no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio e a 32 km de profundidade.
Moraes lembra que o Japão é um país localizado em uma área de contato entre placas tectônicas - o país está situado entre as placas Euro-Asiática, Filipinas e do Pacífico -, o que caracteriza as chamadas 'áreas de choque'. Tremores menores ocorrem com frequência, mas a infraestrutura de segurança dos prédios garante que as cidades tenham prejuízos pontuais, sem a necessidade de evacuação de urgência. “Os terremotos podem dar pequenos sinais de que ocorrerão, mas é impossível prever sua intensidade e o momento exato dos tremores”, afirma.
A agitação das águas deu origem ao tsunami, que é um fenômeno mais fácil de monitorar. O monitoramento da velocidade das ondas possibilita o cálculo do tempo que elas levarão para atingir as regiões afetadas. No caso das zonas mais distantes do foco sísmico, pode-se evacuar as áreas de risco com algumas horas de antecedência. Por isso, regiões como o Havaí, localizada próximo ao tremor, não foram tão afetadas pelas ondas gigantes.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Candidato não deve 'se desesperar', diz jovem que passou em 9 vestibulares de medicina Ana Okada

A receita de Marcela Malheiro Santos, 17, pode ser simples, mas é certeira para passar no vestibular: segundo ela, o vestibulando  não pode "se desesperar" na hora de se preparar para as provas. "Ele tem que ter consciência do que está fazendo, pegar as dicas dos professores e respeitar o momento de relaxar", explica.
Ela passou em medicina em nove faculdades que estão entre as principais do país, tais como USP (Universidade de São Paulo) - onde atualmente estuda -, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao todo, a jovem prestou 13 vestibulares.
A preparação da candidata começou no último ano do ensino médio: ela deixou o balé, o jazz e a patinação para se dedicar totalmente aos estudos. Pela manhã, frequentava as aulas do colégio e, de tarde, fazia exercícios do conteúdo aprendido. Nos finais de semana fazia simulados e, quando não havia testes, ia ao cinema ou saia para algum programa "leve" - nada de balada, portanto.
Depois de maio, no entanto, a jovem mudou o método de estudos: começou a fazer menos exercícios após as aulas e se focou mais em redações. "Eu não estava mais conseguindo acompanhar, fazia muitos exercícios... Então foquei bastante na redação, porque contava bastante nas provas. Isso foi bom porque não cheguei tão cansada [no final do ano, época das provas] e estava com resistência maior", diz.
Marcela conta que, apesar de ter focado os estudos para o vestibular somente no 3º ano do colégio, já havia sido treineira nos primeiro e no segundo anos do ensino médio. Essa experiência foi importante na hora de fazer o vestibular: "Você vê como é a prova sem a carga de ser uma prova de verdade, isso ajuda a ver como ela é, como é o ambiente e como você tem que se organizar para o vestibular".
Mesmo com tanto estudo e tantos vestibulares, ela explica que, na época dos exames, achava que não passaria. "Ninguém sai cem por cento confiante [das provas], eu achava que não tinha passado, que não daria. Na prova sempre ficava angustiada, é inevitável. Mas é bom não pensar muito nisso", diz.
Confira outras dicas da - agora - caloura de medicina:
  • Prestar bastante atenção às aulas, principalmente às dicas dadas por professores sobre modelos de questões e assuntos que mais caem em provas;
  • fazer simulados para aprender a controlar o nervosismo e o tempo;
  • ler bastante textos editoriais, jornalísticos e treinar redação;
  • fazer mais de uma prova, para adquirir experiência e confiança.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Conheça os 52 melhores cursos de Direito do Brasil


Vai prestar Direito no vestibular ? Ainda está em dúvida sobre qual universidade cursar? Então dê uma olhada no ranking de melhores universidades do Guia do Estudante
-Foram dadas cinco estrelas para os cursos considerados “excelentes” e quatro estrelas para os cursos considerados “muito bons”. 
Os cursos foram estrelados a partir de uma pesquisa de opinião, que contou com a assessoria técnica do Ibope, realizada com mais de dois mil professores e coordenadores de curso de cada área.

A maioria dos cursos de Direito que ganharam cinco estrelas são universidades públicas. Dos cursos considerados ótimos, a maioria é composta por universidades públicas federais e apenas duas são estaduais.

Confira o ranking:

As melhores faculdades de Direito do Brasil
Excelente
★★★★★
PÚBLICAS

Universidade de Brasília (UnB)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade de São Paulo (USP)
PRIVADAS
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) – Canoas, RS
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Muito bom
★★★★
PÚBLICAS
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) - MS
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - RS
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - RS
Universidade Federal do Rio Grande (Furg) - RS
Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Franca, SP
PRIVADAS
-Universidade Católica de Brasília (UCB)
-Centro Universidade de Brasília (UniCEUB)
-Faculdades Integradas de Vitória (FDV)
-Universidade Católica de Goiás (UCG)
-Faculdades Milton Campos - Nova Lima, MG
-Universidade da Amazônia (Unama) - PA
-Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
-Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR, campus de Londrina)
-Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR, campus de São José dos Pinhais)
-Universidade Norte do Paraná (Unopar) - Londrina
-Ibmec (Rio de Janeiro)
-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
-Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
-Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS, campus de Uruguaina)
-Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) - RS
-Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) – Lages, SC
-Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) – Florianópolis, SC
-Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC) - SP
-Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) - SP
-Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP
-Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) - SP
-Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) - SP
-Centro Universitário Eurípedes de Marília (Univem) SP